Taxa de juro no crédito à habitação sobe em março pela primeira vez em mais de dois anos
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, trata-se da primeira subida desde janeiro de 2024, interrompendo um ciclo de 25 meses consecutivos de quebra da taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação, que reflete a relação entre os juros totais vencidos num determinado mês e o capital em dívida no início desse período antes de amortização.
Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação aumentou 5 euros, para 700 euros, verificando-se uma subida de 15,9% em termos homólogos.
A prestação relativa a juros representou 48,8% da prestação média.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 2,871% em fevereiro para 2,830% em março.
A prestação média fixou-se em 402 euros, 5 euros acima do mês anterior e mais 4 euros que em março de 2025.
Em março, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 584 euros face a fevereiro, atingindo os 77.078 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 175.838 euros, mais 3.976 euros do que no mês anterior.
Com o destaque relativo às taxas de juro implícitas no crédito à habitação, o INE visa fornecer indicadores do esforço financeiro assumido pelas famílias e pelo Estado no crédito à habitação.